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Artrose

Abrasão Artroplastica

“Artroplastia de desbridamento e abrasão” (Abrasion arthroplasty).

Ela é realizada através de um método minimamente invasivo denominado “Artroscopia”. Com a artroscopia, podemos através de dois orifícios de aproximadamente 0,5 cm, ter uma visão completa da articulação, sem causar mais danos, e trazendo uma recuperação pós-operatória mais rápida.

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Os resultados obtidos através desta técnica são muito encorajadores e realistas. Ela vem sendo desenvolvida nos Estados Unidos e na Alemanha por mais de 25 anos, e os resultados têm melhorado com o aumento das pesquisas para associação com novas técnicas, como a utilização de preparados de células tronco retirado da medula óssea.

Na minha experiência, no centro que trabalhei na Alemanha, o mais renomado e com experiência para este tipo de tratamento na Europa, apresentavam-se bons resultados em mais de 90% dos pacientes, avaliados através de scores de avaliação internacionais, e com uma média de mais de 200 pacientes operados anualmente com esta técnica, e com condições gravíssimas de perda total da cartilagem articular. Mais de 50% dos pacientes retornavam a um nível similar de atividades desportivas, e 40% a um nível abaixo das atividades esportivas prévias.

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As técnicas de desbridamento e abrasão subcondral são, como sugerem os nomes, dois procedimentos distintos .

● Por desbridamento, entende-se um tipo particular de “aparar” a cartilagem que desenvolvemos que permite ao corpo regenerar cartilagem – e não a forma tradicional de regularização que é muitas vezes parte da artroscopia habitual paliativa,

● Com abrasão, queremos dizer a operação desenvolvida há cerca de 20 anos pelo Dr. Lanny Jonhson do estado de Michigan, EUA, um procedimento que implica escarificar zonas de osso exposto, também com o objetivo de estimular o osso a regenerar cartilagem.

O mecanismo básico subjacente à regeneração cartilagínea nos dois casos consiste em criar cirurgicamente uma superfície rugosa, tipo “escova”, nas áreas lesionadas de cartilagem ou osso, à qual o sangue pode aderir e formar uma crosta (coágulo) protetora. Em conjunto com a técnica denominada de Microfraturas, migram células tronco mesenquimais para a área tratada.

Esta crosta, por sua vez, se não é perturbada, amadurece, formando uma superfície lisa de fibrocartilagem, o objectivo da operação.

O sucesso destes dois procedimentos depende enormemente da capacidade técnica do cirurgião, porque são operações extremamente delicadas.

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Depende também do cumprimento estrito por parte do paciente do  programa de reabilitação. Com algumas exceções, isto quer dizer não pôr mais do que 15Kg de peso na perna operada por um período de 2 meses a seguir à operação. Sem esta restrição de toda a   atividade de carga mais pesada, a nova cartilagem em formação na articulação não tem tempo suficiente para amadurecer e será destruída pelas atividades cotidianas normais.

Quando é que estão indicados o desbridamento e/ou a artroplastia de abrasão?


Se a sua RMN diagnosticou uma lesão de grau II ou III, o procedimento recomendado é o desbridamento (“shaving”). Com lesões grau IV, a abrasão ou alguma combinação de ambas torna-se necessária. Como já mencionamos, se as lesões são somente grau I, a melhor alternativa é um programa apropriado de dieta, exercício e nutrientes favoráveis às articulações. Este regime é também recomendado para doentes após o desbridamento e/ou a artroplastia de abrasão.

Infelizmente, nem todos os pacientes com um caso avançado de artrose são bons candidatos. Doentes obesos, cujo peso excessivo pode pôr pressões inaceitáveis na nova (ou qualquer outra) cartilagem, doentes incapazes de utilizar muletas por um período prolongado – p.ex., pessoas com artrite severa ou outras limitações dos ombros ou punhos, não são bons candidatos para este tipo de operação.

Regra geral, também não recomendamos esta operação em pacientes que apresentam uma lesão da cartilagem circunscrita provocada por traumatismo, doença ou qualquer outra causa, mas que, de uma maneira geral, têm uma cartilagem sadia. Se a lesão está localizada no fémur (osso da coxa), e não na tíbia ou na rótula, sendo menores do que 1 a 2,5 cm², uma operação de transplante de cartilagem pode ser uma terapêutica alternativa mais apropriada.

Tratamentos Alternativos

O Sulfato de glucosamina é uma proteína que ocorre naturalmente na  cartilagem saudável, são capazes de aumentar a elasticidade de cartilagem amolecida mas ainda intacta, o que quer dizer poderem ajudar a prevenir a artrose no seu início e possivelmente parar o seu desenvolvimento numa fase muito precoce. Contudo, assim que a superfície da cartilagem se rompe, o sulfato de glucosamina é incapaz de a reconstruir. O organismo, apesar de todos os recursos de que dispõe, simplesmente não consegue reparar a cartilagem por um processo natural, com ou sem suplementos alimentares. A única maneira conhecida através da qual o corpo é capaz de regenerar a cartilagem é através da estimulação cirúrgica.

O mesmo ocorre com o Acido Hialuronico, o tratamento é chamado de “Viscosuplementacao”, com o intuito de restaurar o ambiente normal  da cartilagem e as propriedades viscoelásticas do liquido sinovial, É um dos procedimentos médicos que atualmente é bastante utilizado, mas é indicado somente em determinadas fases evolutivas da “ doença da cartilagem “.  Mas aqui aplica-se a mesma regra, se não houver mais cartilagem, que já foi destruída pela artrose, não ha o que ser lubrificado, tornando o tratamento paleativo.

Osteotomia

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Joelhos varos e valgos são observados cada vez menos em doentes jovens, graças à melhoria dos cuidados de saúde.

Contudo muitos pacientes idosos apresentam  estes defeitos de alinhamento axial, pessoas que são a prova de que estes desvios não são apenas problemas cosméticos. Durante a marcha, o joelho varo apresenta um contacto direto do lado interno dos ossos da coxa e da perna. Em doentes com o joelho valgo, é o contrário, sendo afectado o lado externo do joelho.

Desalinhamentos como este, que também podem ocorrer como resultado de uma fratura mal consolidada ou mal tratada, são praticamente uma garantia do aparecimento de artrose mais tarde durante a vida.

Relativamente aos doentes que apresentam já consequências de um desvio do eixo esquelético ligeiro, pode-se ser mais conservador, começando com desbridamento e artroplastia de abrasão para ver se esta operação menos invasiva é suficiente.     

Em casos mais severos, pode-se optar por fazer a osteotomia ao mesmo tempo que o desbridamento e artroplastia de abrasão. Nos casos mais extremos, com um sério compromisso ósseo devido à situação, algumas vezes temos que fazer primeiro a osteotomia e esperar seis meses ou mais pelo fortalecimento da perna.

artrose-osteotomia-02A operação em si mesmo consiste em retirar uma cunha de osso e fechar o intervalo criado recorrendo a placas e parafusos, geralmente retirados sob anestesia local depois do osso estar completamente cicatrizado.

Em doentes com joelhos varos, a cunha é retirada do osso da perna, enquanto em doentes com joelhos valgos é retirada do osso da coxa.

Como já mencionado, os doentes com osteotomia têm maior probabilidade de  complicações com o desbridamento e abrasão do que os outros. Para além de um maior risco de infecção, devido ao facto da operação ser “aberta”, existe também o perigo da não-união (pseudoartrose), quer dizer, uma união insuficiente dos dois fragmentos ósseos. Isto acontece em cerca de 1% dos nossos doentes, mas não representa um problema permanente.

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Devem então estes defeitos serem corrigidos de maneira preventiva antes que a artrose comece?


Esta questão é controversa, devido às complicações possíveis de uma operação ao joelho “aberta”: com efeito, este tipo de defeito não pode ser corrigido artroscopicamente.

A minha opinião, é que a operação, que se chama osteotomia, justifica-se habitualmente nos  doentes com as pernas severamente arqueadas que  ainda não têm artrose, devido à certeza quase absoluta de virem a sofrer dessa doença.

Artroplastia

artrose-artroplastia-01A Artroplastia do joelho ou como é normalmente chamada “Prótese do Joelho”, é um assunto bastante conhecido, e pode-.se encontrar facilmente informações sobre este procedimento na Internet como estatísticas e estudos científicos, etc...

O importante neste tratamento é:

artrose-artroplastia-021) Indicação da prótese: Aqui se deve levar em consideração a idade do paciente, nível de atividade profissional, social e desportiva.

2) Qualidade do material: Provavelmente você já deve ter lido em jornais sobre a implantação de próteses fabricadas em “fundo de artrose-artroplastia-03quintal”, que vão trazer problemas para os pacientes que receberem este implante. Infelizmente isto acontece. Existem próteses nacionais e importadas de excelente qualidade, e que foram desenvolvida ao longo de anos de experiência. Não existe milagre, uma boa prótese custa caro.

3)Expectativa do paciente: Prótese não significa joelho novo, não significa que você vai “trocar” o joelho. Após esta cirurgia vai existir um longo período de adaptação, através de fisioterapia e muita paciência. Um joelho operado nunca vai ser igual como um normal. As dores vão melhorar, o movimento vai melhorar, e você vai melhorar sensivelmente a sua qualidade de vida, mas deve trabalhar para isto.

Existem 2 tipos de Prótese:

1) Próteses Unicompartimentais:  Elas substituem somente uma parte do joelho lesado, por exemplo a articulação do lado interno ou externo. É a melhor indicação para uma artrose de somente um compartimento. O corte para implantação é menor que o de uma prótese total e assim, o tempo de recuperação é consideravelmente melhor.

2) Próteses totais: Aonde se substitui a cartilagem perdida de todas as superfícies articulares do joelho, a via de acesso é maior, assim como o porte da cirurgia, trazendo com isto uma recuperação mais longa e mais trabalhosa.

Converse com o seu Ortopedista, e juntamente com ele escolha a melhor forma de tratamento para o seu joelho, não esqueça que uma artroplastia é um tratamento definitivo.

Tratamento

O tratamento para a artrose é complexo. Em seu estado inicial pode ser feito através de antiinflamatorios e fisioterapia. Outros tratamentos conservadores como a viscosuplementação ou ate mesmo injecções de cortisona podem trazer um alívio transitório aos sintomas apresentados.

Para estágios mais avançados da artrose fica somente a possibilidade de um tratamento cirúrgico, o qual pode ser através de debridamento da articulação e lavagem através de Artroscopia, Abrasão artroplástica associada ou não a osteotomia, e as artroplastias do joelho.

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