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Cartilagem

Células Tronco

Terapia com células tronco: A solução natural

Nosso corpo tem a capacidade de após uma lesão de regenerar-se e tornar-se sadio por si próprio. Nosso corpo reconhece, por exemplo, no ferimento de um osso uma lesão das células ósseas e o suprimento do sistema venoso. Neste exato momento o nosso organismo inicia o mecanismo de auto defesa, para a substituição da parte lesionada, e também para a sua reparação.

Nosso organismo reconhece o problema e reage de maneira imediata. Para esta função, necessita de células especiais de reconstrução e de reparação, as quais podem substituir as células defeituosas por outras sadias. Para tanto, o sistema de auto-defesa do corpo mobiliza-se para produzir e enviar as células de reparação e reconstrução, além de transportá-las para o local lesionado.

A função de reparação de qualquer lesão no corpo é uma atribuição específica de células altamente diferenciadas denominadas “ Células de reparação Autólogas”. Estas são também conhecidas como Progenitoras ou Células tronco. No organismo· elas são produzidas· na medula óssea e tem a propriedade· de transformar-se· em todo o tipo de células necessárias para este processo. Outras células do corpo não apresentam esta propriedade de transformação.

Na medicina moderna estas células vem sendo utilizadas em muitos casos, desde problemas cardíacos até vasculares. Um campo que vem se desenvolvendo é o tratamento das lesões da cartilagem articular, que é denominado Artrose.

Novas técnicas vem surgindo e tornando o método mais seguro, equipamentos de extração da medulla através de punção, preparo e separação das células no ambiente cirúrgico reduzem o tempo do tratamento e podem ser concomitantes com o tratamento artroscópico da articulação.

Neste tratamento - vide fotos abaixo - o procedimento se inicia com a aspiração, por um trocater,· da medula óssea da crista do osso Ilíaco, do qual se retira 60ml de sangue e medula óssea. Depois este material é colocado em um recipiente próprio e estéril e levado a uma centrífuga de dupla rotação, a qual separa os elementos do sangue. Deste 60 ml de punção da medula, são produzidos 6ml de concentrado de células tronco mesenquimais e hormonio do crescimento. Estas células após serem adicionadas a Trombina, um agregante natural, toma a forma de uma gelatina, a qual é injetada na articulação após o procedimento artroscópico.

 

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cartilagem-celulastronco-03Durante a artroscopia é feito o desbridamento da articulação.

Uma técnica denominada de Abrasão artroplástica, que consiste na Abrasão do osso subcondral, que se encontra endurecido, através de uma broca de alta frequência . Associa-se micro fraturas, para melhorar o aporte sanguíneo e ajudar na ancoragem do coagulo a ser formado.

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Exemplo de Abrasão + micro fraturas
associadas à terapia com células tronco.

 

 

Transplante de Cartilagem

A engenharia de tecidos tem sido usada há muito tempo para reparar lesões da cartilagem articular. Este tipo de transplante de células de cartilagem tem sido empregada com sucesso para lesões isoladas e traumáticas da cartilagem articular, onde a borda apresenta cartilagem hialina saudável.

Um problema constante neste tipo de procedimento era como  transportar e fixar estas células no local da lesão. Muitas alternativas foram testadas, como a utilização de colas de fibrina, periósteo e outras.

Atualmente, obtém-se ótimos resultados com as matrizes de colágeno, que são como tecidos impregnados de células ou na forma de esfera.

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Paciente de 35 anos, Ressonância Magnética com
lesão cartilagem traumática no côndilo femoral
medial. Imagem da artroscopia.

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Implantação de Matriz de colágeno
em forma de esfera com condrócitos
cultivados em laboratório.

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Ressonância de controle após 1 ano de pós-operatório.
Artroscopia de controle após 1 ano de transplante de células de cartilagem.

Classificação

Lesão Grau I

Amolecimento da cartilagem, também chamado de Condromalacea. Mais localizado na articulação patelofemoral.

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Lesão Grau II

Amolecimento e lesão da superfície da  cartilagem. Início da artrose. Mais localizado na articulação patelofemoral e côndilo femoral.

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Lesão Grau III

Lesão da superfície da  cartilagem. Fibrilação, estado intermediário da artrose. Doloroso, presença de derrame articular.

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Lesão Grau IV

Desaparecimento total da cartilagem articular, envolvimento do osso subcondral. Artrose severa.

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Microfaturas

cartilagem-microfratura-01O procedimento denominado de Microfraturas tem sido desenvolvido para substituição da cartilagem tirando vantagens da própria capacidade do organismo de se regenerar. Este procedimento não é novo, vem sendo usado há mais de 18 anos.

Observa-se uma melhora na qualidade da cartilagem de reposição  após a combinação de microfraturas. Este método funciona trazendo células tronco mesenquimais pluripotentes  e fatores de crescimento da medula óssea. Forma-se então um coágulo na região afetada. Este  coágulo através destas células troncos mesenquimais e fatores de crescimento transforma-se em tecido de reposição ou cicatriz  chamado de fibrocartilagem. Esta denominacao se deve  à orientação das fibras que se faz paralela ao osso subcondral, diferente da cartilagem hialina que apresenta fibras  perpendiculares.

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Combinação de Shaving + Micro fraturas.

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Foto controle (1 ano) após o procedimento citado.


A microfratura pode ser utilizada de maneira isolada ou juntamente com outras técnicas, por exemplo, Shaving ou até mesmo da Abrasão do osso subcondral.

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Podemos fazer uma analogia, quando se faz um corte na pele ocorre um sangramento, que se transforma em um coágulo e passados alguns dias, numa crosta. A fibrocartilagem é uma crosta que se desenvolve em um outro meio, aonde se torna branca e lisa, como a cartilagem original.

Diagnóstico

Ressonância Magnética:

cartilagem-diagnostico-01Nosso corpo é formado por bilhões de pequenas partículas denominadas de átomos. São como pequenas peças de um quebra-cabeça, e que formam todas as células, que vão formar os tecidos e que formam nosso corpo. Estas peças, os átomos, estão em constante movimento e rotação. Nosso corpo é constituído de 80% de água, H2O, ou seja a maior concentração de átomos em nosso organismo é o de Hidrogênio.

cartilagem-diagnostico-02A Ressonância é formado por um grande imã que é ativado eletricamente. Com esta ativação, todos os átomos são orientados a se alinharem em uma única direção, como uma auto estrada com transito lento e parado. Depois de estarem todos enfileirados e organizados, o aparelho de ressonância emite ondas de radio, VHF, fazendo com que parte dos átomos organizados anteriormente pelo imã, movam-se de uma forma previsível. Esta resposta é sensível aos sensores do aparelho, ressoando um eco, por isso que o exame é denomidado de Ressonância. Um computador acoplado a este aparelho interpreta este resposta ecogenica e transforma em imagens de alta resolução.

cartilagem-diagnostico-03O mais interessante neste método é que o paciente só recebe a emissão de ondas magnéticas e de rádio, o que não causam nenhum problema ou desconforto e também mal a sua saúde. Diferentemente da Tomografia computadorizada que necessita da emissão de radiações (Raio X) para definir a imagem.

Com a imagem que apresenta a Ressonância Magnética, podemos ter uma idéia detalhada da anatomia da articulação, e seu grau de envolvimento em alguma patologia articular. Evidenciam-se claramente as lesões dos meniscos, ligamentos e principalmente o que é mais importante, lesões da cartilagem articular.

Com esta informação, o ortopedista pode evidenciar rapidamente se o seu caso é de tratamento cirúrgico ou conservador,  e dentre os métodos invasivos, qual melhor se aplica a seu caso, e qual será o prognostico.
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O paciente do exame acima apresentava dor intensa no lado interno do joelho, apresentando exames radiológicos normais. Somente através da ressonância magnética foi possível diagnosticar uma lesão importante da cartilagem articular do lado interno do joelho (Imagem da esquerda). A segunda imagem é o controle através da ressonância magnética um ano após o ato cirúrgico para tratamento da lesão.

A ressonância deu-nos a explicação. A camada de cartilagem presente entre os ossos era ainda espessa, mas em um ponto estava lesada numa pequena zona. Esta imagem permitiu-nos excluir a artrose e concentrar-nos sobre a lesão isolada da cartilagem, neste caso, apresentava microfracturas invisíveis à radiografia.

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  1. Introdução

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